2015 fica na História


Claudia Paixão Etchepare

Turbulência política. Com estas duas palavras resume-se o ano de 2015 no Brasil.
Reeleita em janeiro de 2015, a então presidente Dilma lançou o lema para o seu segundo mandato: "Brasil, pátria educadora". Mal sabia ela que o povo brasileiro agiria por sua própria cartilha descortinando a célula do câncer que se infiltrara no pais.

Apequenado pelos distratos e desmandos do poder, o povo emergiu como uma fera que acorda de seu estado de anestesia. Finalmente os brios da população haviam sido tocados. De janeiro a dezembro deste ano, a História recente do país foi escrita pelo povo brasileiro com co-autoria do juiz Sergio Moro. Ou vive-versa. Da pena do juiz decisões dignas de um herói nacional foram lavradas e o brado retumbante do povo ecoou nas ruas do país clamando por decoro moral. Usufruímos largamente da estreia das mídias sociais e ferramentas tecnológicas como meio de troca de opinião e mobilização política/social e, com o combustível das delações premiadas, políticos de alta cúpula e empresários bilionários foram para a cadeia.

Ah, como precisávamos disso. Na linha limítrofe do afogamento por descrença, inalamos uma lufada de ar da redenção. Capítulos eletrizantes fizeram sombra aos mais populares seriados americanos sobre a podridão dos bastidores da política. Cenas sessão pastelão e discursos disléxicos duramente castigaram o nosso bom senso nos anos de 2015 e 2016. Foram repletos de pactos e quebra de decoro. Manifestações de ruas, incluindo a do dia 13 de março de 2016, a maior da história brasileira, protestando contra o governo da presidente Dilma Rousseff, injetaram novos níveis energéticos na autoestima do povo. Felizmente, também foram recheados de condenações.

A operação denominada Lavajato entregou o desfecho, catártico para a maioria e desastroso para uns, em agosto de 2016: o impeachment da presidente Dilma. O ex-presidente Lula, ainda do lado de fora das grades naquele momento, vê seu apoio se desmanchar como castelo de areia.

A busca de probidade na administração pública encontra-se em pleno curso e tudo indica que não vai arrefecer. A operação Lavajato surgiu no rastro de uma revolução silenciosa que muitos afirmam ser coisa do plano superior. A verdade é que ela é movida por uma força maior, que não pode ser medida dada a sua magnitude, e que teve o poder de mudar o rumo da História.

O avanço da nova ordem é inexorável. Hoje, sob o novo governo, andamos a passos largos pelo único caminho que enobrece e liberta uma pátria: o cumprimento da lei e da ordem.

Dos homens e de Deus.

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Claudia Paixão Etchepare

E-mail: claudia.paixao.etche@gmail.com

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